Eu senti um calafrio como se alguém tivesse acabado de passar perto de mim, mas não havia ninguém lá. Meu corpo inteiro tremia e meus pêlos estavam arrepiados, como se fosse um dia de inverno. Eu precisava sair. Peguei o carro e cheguei a um apartamento não muito longe de onde eu estava. Toquei a campainha e um homem abriu a porta, sorriu e me disse para entrar.
O apartamento estava escuro, poucas luzes deixavam que eu visse o rosto de traços familiares daquele homem. De onde eu o conhecia?
- Vinho? – ele me perguntou.
- Claro! Eu adoro vinho... Estou com frio...
- Venha. Sente-se no sofá que vou trazer uma manta para te aquecer.
- Obrigada.
Em pouco tempo eu estava aquecida, pelo vinho, pela coberta, pelo olhar dele.
- Fazia tempo que você não aparecia – ele falou.
- Eu estive muito ocupada nesses últimos dias.
- Eu também, mas tanto faz, não é verdade?
- Tanto faz. Sempre foi assim, não é?
- É.
O homem segurou meu rosto e me beijou. Senti como se eu tivesse esperado séculos por aquele beijo, que me aqueceu completamente, mais que o vinho, mais que a manta. Meu corpo tremeu como num êxtase silencioso e secreto, novamente meus pêlos se arrepiaram e senti a mão firme que antes pegava meu rosto passeando pelas minhas costas, sob minha blusa. Suavemente deslizando pela minha cintura e tocando como um lençol de seda os meus seios.
Ele tirou minha roupa e me encostou de pé na parede, de frente pra ele. Meu corpo agora tremia novamente e ele se ajoelhou. Pediu que eu colocasse uma perna sobre seus ombros para que ele pudesse lamber meu sexo. Indecente, ele de roupas, no chão e eu nua, de pé, entregue. Eu agarrava seus cabelos puxando o rosto dele com mais força pra perto de mim, sentia a língua úmida e macia acariciando meu corpo, meu sexo, sentia a respiração dele em minha pele.
Enquanto meu corpo vibrava ao som de um orgasmo magnífico, ele começou a se despir e eu sabia que conhecia aquele corpo. De onde? Pelos céus! Que homem era aquele que me dominava sem nem mesmo eu lembrar quem era ele?
Ele me virou de frente para a parede, me abraçou com o corpo nu e eu pude sentir uma pica dura enfiando-se entre minhas coxas, acariciando meu sexo. Ele agarrou meus cabelos e puxou-os para o alto deixando minha nuca livre para que ele beijasse e lambesse, me deixando completamente fora de mim, meu corpo flutuava numa nuvem de prazer jamais vista. Ele se movimentava para frente e para trás, fazendo com que seu membro duro roçasse meu clitóris enquanto ele continuava beijando minha nuca, lambendo minhas costas e acariciando meus seios com sua mão livre.
Eu pedia mais. Eu queria mais, eu queria que ele me penetrasse ali, naquela hora, apenas que ele me penetrasse, parecia que nada mais no mundo importava, apenas queria sentir o corpo dele dentro do meu. Eu precisava de mais. Me ajoelhei para chupar sua pica e ele segurou meus cabelos com força, forçando minha cabeça para frente e para trás, impondo um ritmo enquanto minha língua se molhava ao saborear o membro duro e firme que eu já conhecia não sei de onde.
Eu chupava, chupava, ele parecia não se esgotar nunca, ainda forçando minha cabeça e falando com a voz já rouca:
- Chupa. Chupa minha vara, sua vagabunda. Chupa, chupa, vagabunda.
Eu fiquei tão excitada quando ouvi ele me chamar de vagabunda que nem me importava se ele pensasse que eu era uma vagabunda ou não. Eu precisava de mais, eu queria mais, nem que para isso eu tivesse que implorar. Com uma mão eu segurava a pica e com a outra comecei a me masturbar, não estava agüentando de tesão, estava toda molhada e imaginava que meu dedo poderia ser aquela pica gostosa que eu estava chupando.
- Ah, putinha, você vai ficar se masturbando, é? Tá excitada? A putinha tá gostando de chupar minha pica, ta? Vagabunda, eu devia te pagar pra fazer isso. Mete a boca, você chupa bem, putinha... Mas eu não vou te dar dinheiro, não. Vou te dar coisa melhor. Continua chupando minha vara e abre mais a perna pra eu poder ver você se masturbando. Olha pra mim. Isso. Eu quero ver teus olhos enquanto você me chupa. Ah, que boca gostosa.
Eu chupava, chupava, pensava que se ser uma puta fosse sempre assim, era o que eu queria. Comecei a chorar porque já não agüentava. Meu ventre explodia, eu precisava dele, já!
- Pelo amor de Deus! Mete essa pica dentro de mim! Eu preciso...
- Eu sei. Deita na cama.
- Vem logo, eu estou morrendo, eu preciso de mais, eu quero mais...
O homem então me penetrou e me senti como se todo o medo, a vergonha, a alegria, o prazer, a angústia de não saber o que eu estava fazendo sumissem, evaporassem, pra dentro pra fora, pra dentro pra fora, gozo... pra dentro, pra fora, eu arranho, ele agarra, eu mordo, ele beija, eu grito, eu grito desesperada, eu quero mais, não pára, eu gozo, eu grito, eu mordo, eu beijo, eu quero!
- Ah, não pára. Não pára. Eu quero mais, cachorro, filho da puta, me fode... - e minha voz sumia entre gemidos e palavras.
- Cachorro? A cadela aqui é você. Fica de quatro, minha vira-lata.
Fiquei de quatro, eu estava rendida. Suada, gemendo, não pára, não pára. Deixa eu te sentir mais, deixa... deixa... ahhhh... gozo... não pára, me deixa louca, me deixa louca... não pára. Ele agarrou meus cabelos como se fosse uma rédea de cavalo, com a outra mão segurava minha cintura e cavalgava... Meu ventre explodia... Eu não agüentava... Era o grande momento, sentia a pica dele pronta pra me alagar, eu gozava como nunca antes gozei, era isso, era a hora: “vem, goza, goza comigo, que tesão... aaahhhh...”
Engraçado que de transcrever esse sonho maravilhoso eu novamente começo a sentir aquele calafrio, meus seios ficando arrepiados, o ventre em chamas... Acaricio meus seios... sei que não, hoje não... Que pena... Quem sabe amanhã?
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